sexta-feira, 20 de outubro de 2017

EBM FERNANDO MACHADO
A LOUCURA NA ARTE

PROFESSORA: VANDERLEIA GUARNIERI
DISCIPLINAS: ARTE
TURMA: 9º ANO



O Grito, Edvard Munch (1863-1944)


Há na história da arte inúmeros registros de artistas que foram afetados pela loucura. Insanos também foram retratados por alguns pintores. A perturbação mental influenciou sobremaneira a vida de Edvard Munch.
Em 1890, Munch esteve internado durante dois meses em Le Havre, França, para "tratamento nervoso". Tratou-se também na Suíça, em 1900, e em Bad Elgersburg, Turíngia, cinco anos depois, onde foi diagnosticado como portador de grave neurastenia. Sua mãe, Laura Cathrine, faleceu em decorrência de uma tuberculose pulmonar quando Munch tinha apenas cinco anos de idade (1868); a mesma doença veio a matar, nove anos depois, sua jovem irmã Sophie, que à época tinha cerca de quinze anos.  
Ao pintar pela primeira vez O Grito (1893), ele expressou (expressionismo) o seu cotidiano inferno interior e o mal-estar que a loucura lhe causava. Os elementos reproduzidos são quase todos tortos para representar a dor que provocou um grito de forte intensidade.     Também é válido atentar para a falta de cabelos, a qual demonstra um precário estado de saúde. O gesto de Munch tapando os ouvidos, foi posteriormente repetido por sua irmã Sophie nos quadros A Mãe Morta e a Criança, de 1899, e A Mãe Morta e a Criança, de 1900.


A mãe morta e a criança(1897-1899, óleo s/tela, 105 x 178,5 cm - Galeria Nacional, Oslo)

Sophie aparece em primeiro plano, perto da cama, tapando os ouvidos com as mãos para não ouvir o chamado da morte.

 A Mãe Morta e a criança (1900). Edvard Munch (1863-1944). Óleo sobre tela. 

Os doentes mentais são como beija-flores: nunca pousam, ficam a dois metros do chão. (Arthur Bispo do Rosário)

 Entre os pesquisadores da arte existe questionamento em relação à validade artística dos trabalhos estéticos produzidos por uma pessoa que apresenta distúrbios mentais.
 Há os que consideram, assim como o pintor e escultor francês e primeiro teórico da “arte bruta” Jean Dubuffet, que os trabalhos de expressão artísticas produzidos pelos loucos constituem arte pura que não foi “contaminada” pela cultura.
Outros pesquisadores, como o crítico de arte e ensaísta Luiz Camillo Osório, afirmam que tais trabalhos não podem ser considerados arte, pois “Por mais emocionante que seja uma pintura de Fernando Diniz, ou mesmo o manto do Bispo do Rosário, aquilo não é arte. (...) Sem consciência, sem intencionalidade não se faz arte.”.

 
Arthur Bispo do Rosário




Em 1946, no Rio de Janeiro, a psiquiatra Nise da Silveira funda a Seção de Terapêutica Ocupacional no Centro Psiquiátrico Pedro II que tinha como objetivo encontrar atividades que servissem aos doentes como meios de expressão; havia vários setores como música, costura, encadernação, destacando-se os ateliês de arte e modelagem. A produção plástica de pintura, desenho e modelagem realizada nas oficinas possuía objetivo diagnóstico e terapêutico; além da análise mais profunda dos quadros clínicos dos pacientes, era um instrumento de auto cura onde o paciente reorganizava sua ordem interna e ao mesmo tempo reconstruía a realidade. Em 1952 a Dra. Nise da Silveira cria o Museu de Imagens do Inconsciente a partir do material produzido nesses ateliês. Alguns artistas ficaram conhecidos a partir desses ateliês como Fernando Diniz.


Arthur Bispo do Rosário após um surto, em dezembro de 1938, foi internando no Hospital Nacional dos Alienados diagnosticado esquizofrênico-paranoico. Posteriormente transferido para a Colônia Juliano Moreira, hospício para os casos críticos da época, onde permanece internado durante 50 anos (não consecutivos). 

É no universo hospitalar que desperta para a arte, isolava-se numa cela e procurava construir um outro mundo a partir de diversos materiais: sucata, objetos cotidianos, tecidos e linhas, ferro, madeira, etc. “A palavra tinha para ele status extraordinário, por isso seus bordados estão repletos de nomes de pessoas, trechos poéticos, mensagens”. Sua obra representou o Brasil na prestigiada Bienal de Veneza. 

Orientados pela professora, os alunos do 9º ano realizaram a releitura da obra: O GRITO, de Munch, sendo que expressaram seu próprio grito através dessa atividade. 






Além disso, realizaram a releitura da obra: STANDARTE de Arthur Bispo do Rosário, utilizando as técnicas de colagem, pintura e bordado. A releitura foi realizada a partir das perguntas: Quem sou eu? O que faz parte da minha vida? 










































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